Se os momentos de crise são os mais indicados para “ir às compras”, como mostram o megainvestidor Warren Buffett, que aproveitou para adquirir ações da GE e do Goldman Sachs, e a Gávea Investimentos, de Armínio Fraga, que decidiu adquirir participação na Cosan Limited, saiba como aumentar as chances de sucesso em fusões e aquisições.
Apesar da incerteza econômica amplamente disseminada, e, ao mesmo tempo, por causa dela, as empresas continuam a recorrer a fusões e aquisições (F&A) para conquistar novos mercados e cortar custos. Recentemente o fraco desempenho do dólar em relação a outras moedas vinha estimulando acordos transnacionais nos quais empresas norte-americanas eram o alvo –para ficar em um único setor, pense na compra da Anheuser-Busch pela InBev e na da Miller pela SAB (South African Breweries). E empresas de mercados emergentes estão buscando cada vez mais alvos atraentes dentro e fora de seus países.
Contudo, a volatilidade da economia global aumenta consideravelmente o risco das negociações atuais, e a verdade nua e crua é que as F&A deixaram de cumprir há tempos as promessas feitas aos investidores. Numerosos estudos nos últimos 20 anos concluíram que pelo menos metade desses processos deixou de criar valor para o acionista.
Muitos fatores contribuem para esses resultados deprimentes, porém, se fosse preciso apontar apenas um, escolheríamos a falta de foco na cadeia de fornecimento. Por uma razão simples: esse fator é amplamente subestimado -e pode ser a fonte de cortes de custos mais significativa em uma fusão.
Em algumas operações com que trabalhamos, ganhos de eficiência na cadeia de fornecimento foram responsáveis por 30% a 50% da economia obtida –e atémais.
Além de cortar os custos, o gerenciamento cuidadoso da cadeia de fornecimento pode garantir ou até impulsionar o faturamento e melhorar a percepção da empresa pelo consumidor. A aquisição da fabricante de chicletes Adams pela Cadbury Schweppes, que movimentou US$ 4,2 bilhões, revigorou as marcas da Adams, cujas vendas ultrapassaram as estimativas um ano depois de fechado o negócio. O que fez diferença nesse caso? A implantação eficiente dos canais de distribuição em novos mercados importantes foram fundamentais para aumentar as vendas. O desempenho da cadeia de fornecimento da Cadbury Schweppes ultrapassou as estimativas iniciais para o primeiro ano em cerca de 14% –apenas cem dias depois da mudança de controle.
É claro que não existe fórmula -padrão para gerenciar uma fusão ou aquisição. Mas uma tendência é clara: empresas que prestam atenção à fusão das cadeias de fornecimento envolvidas desde os primeiros momentos da negociação tendem a colher os melhores resultados. Em certo nível, os acordos de melhor desempenho tendem a unir estratégia de cadeia de fornecimento e estratégia pós-fusão em todas as fases do processo, do planejamento prévio ao acordo até a integração.
Ainda assim, a cadeia de fornecimento continua sendo subestimada na maioria dos mercados –ou tem sua importância menosprezada nos estágios iniciais do planejamento.Depois de trabalhar com fusões como a dos hotéis Harrah’s e Caesar e estudar muitas outras durante a década passada a Accenture identificou quatro iniciativas que as empresas podem adotar para extrair mais valor de suas cadeias de fornecimento em processo de fusão e, dessa maneira, conquistar rapidamente resultados melhores.
Apesar da incerteza econômica amplamente disseminada, e, ao mesmo tempo, por causa dela, as empresas continuam a recorrer a fusões e aquisições (F&A) para conquistar novos mercados e cortar custos. Recentemente o fraco desempenho do dólar em relação a outras moedas vinha estimulando acordos transnacionais nos quais empresas norte-americanas eram o alvo –para ficar em um único setor, pense na compra da Anheuser-Busch pela InBev e na da Miller pela SAB (South African Breweries). E empresas de mercados emergentes estão buscando cada vez mais alvos atraentes dentro e fora de seus países.
Contudo, a volatilidade da economia global aumenta consideravelmente o risco das negociações atuais, e a verdade nua e crua é que as F&A deixaram de cumprir há tempos as promessas feitas aos investidores. Numerosos estudos nos últimos 20 anos concluíram que pelo menos metade desses processos deixou de criar valor para o acionista.
Muitos fatores contribuem para esses resultados deprimentes, porém, se fosse preciso apontar apenas um, escolheríamos a falta de foco na cadeia de fornecimento. Por uma razão simples: esse fator é amplamente subestimado -e pode ser a fonte de cortes de custos mais significativa em uma fusão.
Em algumas operações com que trabalhamos, ganhos de eficiência na cadeia de fornecimento foram responsáveis por 30% a 50% da economia obtida –e atémais.
Além de cortar os custos, o gerenciamento cuidadoso da cadeia de fornecimento pode garantir ou até impulsionar o faturamento e melhorar a percepção da empresa pelo consumidor. A aquisição da fabricante de chicletes Adams pela Cadbury Schweppes, que movimentou US$ 4,2 bilhões, revigorou as marcas da Adams, cujas vendas ultrapassaram as estimativas um ano depois de fechado o negócio. O que fez diferença nesse caso? A implantação eficiente dos canais de distribuição em novos mercados importantes foram fundamentais para aumentar as vendas. O desempenho da cadeia de fornecimento da Cadbury Schweppes ultrapassou as estimativas iniciais para o primeiro ano em cerca de 14% –apenas cem dias depois da mudança de controle.
É claro que não existe fórmula -padrão para gerenciar uma fusão ou aquisição. Mas uma tendência é clara: empresas que prestam atenção à fusão das cadeias de fornecimento envolvidas desde os primeiros momentos da negociação tendem a colher os melhores resultados. Em certo nível, os acordos de melhor desempenho tendem a unir estratégia de cadeia de fornecimento e estratégia pós-fusão em todas as fases do processo, do planejamento prévio ao acordo até a integração.
Ainda assim, a cadeia de fornecimento continua sendo subestimada na maioria dos mercados –ou tem sua importância menosprezada nos estágios iniciais do planejamento.Depois de trabalhar com fusões como a dos hotéis Harrah’s e Caesar e estudar muitas outras durante a década passada a Accenture identificou quatro iniciativas que as empresas podem adotar para extrair mais valor de suas cadeias de fornecimento em processo de fusão e, dessa maneira, conquistar rapidamente resultados melhores.
Postado por Alini de Paula